quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Amor de despedida.

Enfim, o que ficou foi a saudade...

É bom lembrar que foi bom. Na minha memória só moram os momentos de felicidade ao seu lado, só convivo com os bons momentos, inquilinos de minha alma, agora livre.

Seus defeitos não são maiores que seus detalhes, suas qualidades quase tímidas inundaram a minha busca por paciência e compreensão. Ninguém entende aquilo que não ama. Ninguém compreende se não ama, amar já é ter alguém guardado dentro de si. Amar é compreender alguém dentro de você como quem faz morada sem avisar.

Nua você era a minha perfeição, se despia como um convite tentador me tirava do rumo, nascia em minha imaginação me despertava para a loucura e me fazia adormecer de satisfação. Tudo era bom, até o que não era se tornava bom.
Eu me aconchegava no seu sorriso, me apertava no seu peito, desistia de sair para o mundo, ficava mudo, me guardava dentro de você.

Quantas coisas boas fizemos juntos, quantas coisas boas descobrimos juntos, quantos olhares diferentes, quantos sorrisos  mudos, quantas lágrimas de esperança, quantos apelos diferentes, quantas idas e vindas, quantos formas de aprender que nunca estamos totalmente certos, nunca estamos totalmente errados.

Eu me apaixonei, eu amei, eu ainda amo...

Se não esquecemos um amor, então deixa de ser amor e se torna apego, se agarra na nossa vida e não solta mais. Podem passar anos e ainda será amor, posso mudar de cidade, de mundo, de vida e ainda assim será amor.

Amor não se apaga, amor não se esquece, pode diminuir, pode mudar, pode amar de outra forma, mas sempre será amor.


Saudade é amor em forma de despedida.

W.O.

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